O crescente aumento das mulheres no segmento de transporte e logística

O crescente aumento das mulheres no segmento de transporte e logística

A imagem acima é da atriz Patrícia Pillar em 2003, quando viveu a caminhoneira Rosa, na série Carga Pesada. Para os olhos de algumas pessoas ainda é estranho ver uma mulher na “boleia de um caminhão”, mas essa realidade tem se tornado cada vez mais comum.

As mulheres realmente dominaram o mercado de trabalho e hoje estão presentes em praticamente todas as áreas de atuação, como acontece no setor de transporte e logística, inicialmente habitado por homens desde seu surgimento que foi durante a guerra em meio aos militares. Hoje, a área começa a perceber que as vagas estão sendo preenchidas cada vez mais por mulheres, que já provaram que o sexo feminino pode trazer resultados melhor do que o esperado.

Mudanças de paradigmas

As mulheres começaram a atuar no segmento de transporte e logística somente a partir da segunda metade dos anos 90, quando as funções deixaram de ser apenas operacionais e passaram também a ser táticas e estratégicas.

Com isso, vários paradigmas foram quebrados em termos de resultados, pois foi possível perceber que as mulheres planejam tão bem, ou até melhor do que os homens. Além disso, estatísticas apontam que as mulheres são mais cuidadosas, detalhistas e possuem mais facilidade para trabalhar em equipe, resolver conflitos e ainda conciliar a vida pessoal e profissional.

Nas empresas de transporte e logística, as mulheres estão presentes nas mais diversas funções, desde atrás do volante dirigindo caminhões e máquinas pesadas e até presentes nos mais diversos cargos hierárquicos, como aprendizes, assistentes, analistas, técnicas, coordenadoras, supervisoras, gerentes e até mesmo diretoras.

Em algumas empresas já existe uma certa preferência por contratar profissionais mulheres para exercer determinados cargos e funções, já que elas são conhecidas por serem mais delicadas e cuidadosas. Muitas vezes realizar atividades como movimentar contêineres com mercadorias avaliadas em milhões ou até mesmo colher cana-de-açúcar, fazendo o corte correto para deixar a planta adequada para a colheita na próxima safra exige muito cuidado e atenção e nessas funções muitas vezes as mulheres tem apresentado resultados mais satisfatórios do que os homens.

Desigualdade ainda prevalece

Mesmo com essa mudança de cenário, ainda há desigualdade em questões de remuneração. Segundo dados do Fórum Econômico Mundial, a média de renda anual das mulheres é cerca de 40% menor que a dos homens. No Índice Global de Desigualdade de Gênero, o Brasil está como o segundo pior colocado entre os países na igualdade de salário entre homens e mulheres.

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